“A penúltima corrida da temporada é disputada em um dos mais antigos e famosos circuitos do mundo – o Indianapolis Motor Speedway.
Com 4192 m de extensão, a pista foi construída junto com o famoso oval, mas com uma seção interna muito sinuosa, que requer um maior nível de aderência mecânica, boa tração e mudança rápida de direção.
O acerto do carro é mais interessante em Indianápolis que em outras pistas, pois é possível correr com pressão aerodinâmica média-alta ou média-baixa sem comprometer o tempo de volta – o que você ganha em uma seção, perde na outra.
Provavelmente começaremos com nossa acerto padrão – o que usamos em pistas como Silverstone e Hockenheim – ao invés de usar o acerto que escolhemos em Monza, que foi especialmente desenhado para altas velocidades e zebras altas. A superfície da pista e relativamente lisa, com poucos ataques às zebras e velociadades bastante altas. Neste fim de semana, veremos velocidades de 330km/h ao longo das retas – mais lento que Monza, mas igualmente rápida à segunda mais rápida, o circuito Gilles Villeneuve em Montreal.
Não há uma parte particular do carro que é muito exigida. A pista é bem leve nos freios e com 65% de aceleração total durante a volta também não exige muito do motor.
Lá embaixo, ultrapassagens são muito difíceis. Existe apenas um possibilidade de ultrapassagem mais confortável e é na primeira curva, mas mesmo lá será difícil fazê-lo.
Semana passada em Barcelona, Jerez e Paul Ricard testamos novas partes aerodinâmicas e conduzimos avaliações dos pneus Michelin para este fim de semana e também para a última corrida em Suzuka. Os resultados foram promissores e acho que podemos ir ao GP dos Estados Unidos confiantes que um posição entre os dez no grid e pontos estão dentro do nosso alcance.”
Humphrey Corbett é Engenheiro de Corrida da Panasonic Toyota Racing para o carro nº 20 (O. Panis)