Categoria: F1
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19 de abril de 2004 15:55

Cristiano da Matta rumo à San Marino

Como tem sido a temporada de 2004 para você?

Para mim tem sido muito decepcionante ver como estamos tão longe. Nós vamos continuar trabalhando e tentando fazer o melhor e quem sabe nós consigamos achar soluções o mais rápido que pudermos, porque, até agora, não estamos onde queremos estar.

Depois do início decepcionante na Austrália, a equipe Panasonic Toyota Racing teve um desempenho melhor na Malásia e em Bahrain. O quanto disso foi um crescimento de passo a passo e quanto foi pela natureza das pistas?

Foi uma combinação tanto de uma melhora na preformance quanto das características da pista que nos ajudou a dar um passo em frente na Malásia e em Bahrain. Nós fizemos algumas modificações no carro, e isso nos ajudou a melhorar entre a Austrália e a Malásia. Em Bahrain, tivemos exatamente o mesmo carro de Malásia, e as melhoras só vieram do melhor acerto do carro. Além disso, nós sofremos um pouco com os pneus na Austrália, mas a Michelin fez um ótimo trabalho nas duas outras pistas, então, no referente aos pneus, na Malásia e em Bahrain nós fomos bastante competitivos.

Você e o Olivier ficaram em 8º e 9º respectivamente na sessão classificatória de Bahrain. Isso foi uma reflexão realista da performance da equipe?

Em Bahrain nós tivemos uma estratégia muito agressiva na sessão classificatória durante a seleção de combustível e pneus. Eu não diria ainda que essa foi a verdadeira performance do nosso carro e que é onde nós estamos – ainda não temos todo o pacote para estarmos correndo nesse nível. É certamente onde nós deveríamos estar, mas temos que garantir que chegaremos lá de verdade.

A equipe tem tido um registro de 100% de confiabilidade e por pouco não marcou pontos, levando o 9º e 10º no dia da corrida. O que vocês devem fazer para marcar pontos?

Eu não acho que seja má sorte o que nos impede de marcar pontos. Até agora temos feito um trabalho muito bom em termos de confiabilidade do carro, e a única razão pela qual nós não marcamos pontos é simplesmente a falta de performance, mas nós estamos trabalhando duro nisso.

Que melhoras podemos esperar para o GP de San Marino?

Nós temos duas novas coisas para testar em Ímola. Corremos com novas partes aerodinâmicas nos testes em Barcelona incluindo uma asa traseira e uma dianteira, e continuamos com o programa no circuito de Paul Ricard esta semana. O que nós estamos esperando é que tudo isso junto, em um pacote, deva fazer uma diferença razoável.

Você gostou de correr em Ímola?

Tenho que admitir que a pista de Ímola não é uma das minhas favoritas. As chicanes realmente são bem legais, mas o circuito como um todo é um pouco enrolado. O GP de San Marino do ano passado foi um fim de semana bem difícil para nós. Nós tivemos um carro que, na realidade, era bem competitivo na época, mas nós esforçamos em ïmola, então, foi um pouco frustante.

E a áera ao redor?

Eu gosto muito da área em si, e eu especialmente adoro estar na Itália. Tenho muitos amigos na Itália e algumas vezes posso vê-los no decorrer do fim de semana da corrida. A cidade de Ímola é sempre um bom lugar para sair à noite para comer uma boa pizza!

Pelo menos agora você vai estar voltando para lá com um ano de experiência. Quão mais fácil tem sido voltar às pistas pela segunda vez este ano?

Faz uma grande diferença quando eu visito a pista pela segunda vez. Eu não tenho que aprender todas as nuanças do circuito, então, posso começar o acerto do carro logo no início da sessão de sexta-feira.

O GP de San Marino será o 10º aniversário das mortes de Roland Ratzenberger e Ayrton Senna. Você estava assistindo a corrida em 1994?

Eu estava no Brasil quando vi o acidente do Ayrton Senna e meu único pensamento na hora foi que ele perderia o próximo GP por causa de algum ferimento. Eu nunca pensei que alguma outra coisa poderia ter acontececido com ele.

Quais lembranças você tem do Senna?

Minha principal lembrança era sua velocidade – que era o grande lance dele. É claro que eu admiro seu lado humano do mesmo jeito, mas quando eu olhava para ele eu só pensava em como a velocidade era seu talento natural. Tudo parecia tão fácil para ele e para todos os pilotos desde que eu passei a querer saber como eles faziam isso!

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