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9 de novembro de 2022 09:15

F1: Os quatro brasileiros que tiveram a honra de estar no lugar mais alto do pódio em Interlagos

Subir no lugar mais alto do pódio é um triunfo para poucos; subir no lugar mais alto do pódio em casa é uma conquista pertencente a um grupo seleto de pilotos. No Brasil, quatro homens alcançaram tal glória correndo pela principal categoria do automobilismo mundial em Interlagos, sendo que três deles repetiram o feito duas vezes. Na semana em que ocorre o GP de São Paulo, nada mais justo do que recordar os domingos eufóricos em Interlagos. 

Em fevereiro de 1973, Emerson Fittipaldi foi o primeiro brasileiro a ser declarado campeão de uma prova da categoria no traçado paulistano. Após completar 40 voltas em sua Lotus, Fittipaldi recebeu a bandeirada final com 13s5 de vantagem para o segundo colocado, Jackie Stewart. 

No ano seguinte, a conquista se repetiu, Emerson obteve sua primeira vitória de uma campanha que o levaria ao segundo título mundial da F1. A corrida em São Paulo foi marcada pela chuva que apareceu durante a volta 30. Com as condições de risco na pista, a direção de prova optou por encerrar a etapa antes do tempo previsto.

José Carlos Pace encheu a nação de orgulho em janeiro de 1975. O piloto paulistano havia largado da sexto colocação, não levava favoritismo, mas Pace, em sua Brabham, aproveitou os percalços dos outros competidores e levou a melhor. Para coroar o momento de euforia, Emerson Fittipaldi cruzou a linha de chegada em segundo, promovendo uma dobradinha brasileira histórica na categoria. 

Uma das provas mais icônicas da história do automobilismo mundial foi escrita em Interlagos. No papel de personagem principal, ou melhor, de herói: Ayrton Senna do Brasil. A etapa que ocorreu em março de 1991 foi marcada pela superação de Senna ao concluir as últimas sete voltas guiando sua McLaren apenas na sexta marcha, ainda contava com os fatores chuva e pressão de Riccardo Patrese logo atrás.

A etapa repleta de significados também contou com um pódio emocionante, em que Ayrton acumulou todas as forças para erguer o troféu. O momento foi eternizado no autódromo através de um mural de 27 metros de altura. A obra do artista Kobra é gigante, mas nada se compara à grandeza daquele dia. 

Em 1993, mais uma vez, um país emocionado com Ayrton Senna. O tricampeão tinha pela frente um velho conhecido, Alain Prost, guiando uma Williams quase que imbatível. Enquanto o francês largava da pole, o brasileiro era o terceiro no grid. Interlagos, como protagonista de corridas caóticas, viu Prost perder o controle do carro possante e Senna levar sua última vitória no país. Além disso, o herói nacional, com problemas na McLaren,  teve que parar o carro na reta oposta durante a volta da vitória. O fato culminou em Ayrton Senna sendo carregado pelo público. 

O último brasileiro a fazer a alegria do povo em casa foi Felipe Massa. Após um hiato de treze anos, Massa tirou o foco da disputa pelo título entre Fernando Alonso e Michael Schumacher ao conquistar sua primeira vitória no Brasil, em 2006. 

Dois anos mais tarde, o brasileiro venceu a prova, mas o clima era de frustração, uma vez que o piloto da Ferrari podia ser campeão do mundo em casa, bastava ganhar a corrida e Lewis Hamilton não cruzar a linha de chegada em quinto. Até a última curva tudo se desenha para mais um momento apoteótico em Interlagos. De fato ele aconteceu, mas com Hamilton passando Timo Glock na curva da Junção e Massa em uma festa de título que durou apenas 30 segundos.  

Sem representantes do Brasil no grid em 2022, o Autódromo José Carlos Pace vai marcar a trajetória de outra nacionalidade neste fim de semana, mas, isso, a gente sabe que é por pouco tempo…

 

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