Na última semana, o diretor de corrida da McLaren, Eric Boullier, disse que a Ferrari quebrou um acordo entre as equipes, e a FIA não se impôs. Devido a contratação Laurent Mekies, ex-funcionário da FIA, contratado agora pela Scuderia italiana.
Nesta semana foi a vez do chefe da equipe da Red Bull, Christian Horner, expressar seu descontentamento com a situação em torno da transferência do ex-funcionário. Laurent Mekies, que foi encarregado de segurança e vice-diretor de corrida da federação, começa a trabalhar na Ferrari em setembro, apenas seis meses após sua partida do órgão da F1.
Um “acordo de cavalheiros”, assinado entre as equipes, exigia uma licença compulsória de doze meses para pessoal contratado da FIA. Entretanto, fontes em torno da Ferrari negam tais acordos. Mas Horner, chefe da Red Bull, acredita que as equipes sabiam exatamente qual era a situação.
“Ficou claro que funcionários da FIA ou FOM para equipes e vice-versa teriam 12 meses de licença. É decepcionante que dentro de seis semanas, a partir da nomeação, um indivíduo vai para uma equipe com uma grande quantidade de conhecimento e informações”, disse Horner à publicação “Motorsport”.
Horner também demonstrou preocupação com os “segredos” revelados, ao agora funcionário da Ferrari, quando ele ainda era da FIA: “No outono passado, nossa equipe técnica ainda estava em uma reunião com ele para falar, por exemplo, da suspensão da roda. É errado, nós confiamos nessas pessoas e isso fazia sentido, porque elas eram os reguladores”, falou o chefe de equipe.
O chefe da Red Bull espera que o tema volte a ser colocado na agenda de discussões, para a próxima reunião do Grupo Estratégico. A reunião acontece no próximo mês. Enquanto isso, a FIA ainda não tem um substituto para o cargo deixado por Laurent Mekies.