A Ferrari contratou o vice-diretor de corridas e diretor de segurança da FIA, Laurent Mekies, um movimento que provocará novas controvérsias sobre os segredos dos times serem revelados.
Menos de seis meses após a contratação do chefe técnico da FIA, Marcin Budkowski, que provocou protestos entre as equipes rivais, a Ferrari anunciou na quarta-feira que Mekies está se juntando para um papel técnico não divulgado.
Em um comunicado emitido pela FIA, o órgão disse que Mekies desistiria de suas responsabilidades da F1, mas continuará cumprindo seu papel voltado para a segurança enquanto espera seu período de notificação que são de três meses.
“Até deixar a FIA no final de junho, Mekies continuará a atuar como diretor de segurança da FIA”, diz a declaração do órgão responsável.
“No entanto, ele cessará imediatamente todas as funções da F1 e não estará mais envolvido em nenhum assunto de F1, deixando seu papel de vice-diretor de corridas da F1 imediatamente”.
Mekies juntou-se à FIA em outubro de 2014 como diretor de segurança e trabalhou em questões de segurança em todas as temporadas. No início de 2017, ele foi nomeado vice-diretor de corridas na F1 e era visto como um potencial sucessor do atual diretor de corridas, Charlie Whiting.
Não ficou claro como as equipes vão reagir ao movimento de Mekies, mas a contratação de Budkowski pela Renault em outubro passado provocou grande desconforto entre os times e forçou a Renault a atrasar sua chegada à sua base, em Enstone, até abril deste ano.
O chefe da Red Bull, Christian Horner, disse na época que era inacreditável que “figurões” da FIA como Budkowski recebessem apenas um gancho de três meses. “Ele esteve em uma posição extremamente privilegiada, onde ele recentemente esteve no túnel de vento das equipes e estava olhando detalhes sobre o carro do próximo ano”, disse ele.
“Eu acho que o período de ‘aviso prévio’ de três meses para ele poder aparecer em uma equipe rival na F1 é totalmente inapropriado”.