Empresário de Joan Mir e Remy Gardner, o espanhol Paco Sanchez acredita que o momento é difícil financeiramente dentro da MotoGP. A saída da Suzuki recentemente escancarou um cenário de que os times do campeonato não possuem patrocínios fortes, com as montadoras arcando com a maior parte dos custos de operação.
Para ele, isso é algo preocupante. No entanto, pelo fato de patrocinadores fortes não terem sido algo presente, ele não vê isso como o fator principal para a saída da Suzuki do mundial.
“Acho que não, porque sei mais ou menos quanto os principais patrocinadores pagam e isso não é um grande impacto para uma fábrica”, disse ele.
“O único grande patrocinador aqui é a Repsol. O resto dos patrocinadores principais são coisa pequena em comparação. Quanto a Monster paga à Yamaha? Digamos que talvez 4-5-6 milhões em um orçamento de 50-60 milhões. É 10%.”
“Esta não é uma razão para tomar uma decisão de deixar a MotoGP em uma grande empresa como a Yamaha. E mesmo que no próximo ano a Repsol não renove o contrato, tenho certeza de que a Honda continuará. Porque a Repsol talvez pague agora 10-12-14 milhões. Eu não sei exatamente. Mas no orçamento total da HRC, isso não é nada. E para a Honda Motor Company é 0,00001%.”
Em vez disso, na opinião de Sanchez, a decisão do conselho da Suzuki foi tomada por “pessoas de terno que não são apaixonadas pela MotoGP”.
“Eles nunca vieram aqui. E não estão preocupados com todas essas pessoas que trabalham aqui. Esta equipe fez com um orçamento muito baixo resultados realmente bons. Foram campeões mundiais em 2020. No ano passado ficamos em terceiro. Este ano eles estavam liderando o campeonato de equipes. Joan Mir e Álex Rins estão perto o suficiente para lutar pelo campeonato de pilotos. Então acho que a equipe fez um trabalho extraordinário. Eles não merecem estar nesta situação.”
“Mas talvez haja pessoas no conselho da Suzuki que digam: ‘o que é MotoGP? Por que gastamos 30-40-50 milhões na MotoGP? Para quê? Poderíamos investir isso para desenvolver carros elétricos ou outra estratégia de marketing’. Não sei, mas com certeza há algumas pessoas que não gostam de MotoGP e são a maioria nesse momento da direção da Suzuki.”
“Eles disseram à equipe que a Suzuki sairia da MotoGP e depois saíram de férias.”
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