Oliveira fala de lesão que complicou sua temporada na MotoGP em 2021

Terminando o ano com uma vitória e outros dois pódios, a temporada do português Miguel Oliveira entregou bem menos do que aparentava que entregaria em sua metade. O que foi determinante para isso foi sua contusão no GP da Estíria, quando por um problema de eletrônica em sua KTM caiu na curva 3 do Red Bull Ring em um treino livre a machucou a mão direita.

Após a última corrida da temporada em Valência, Oliveira destacou que a sua classificação final na tabela de pontos – o 14º lugar – “não foi relevante” para ele.

“A classificação no campeonato reflete uma segunda parte da temporada muito fraca”, reconheceu Oliveira.

“O acidente foi crucial. Não foi uma lesão que me impediu de pilotar, mas me fez ter limitações ao conduzir. Foi definitivamente difícil porque o meu pulso direito foi afetado. O processo de reabilitação não podia ser acelerado. A cura natural foi lenta. Isso me limitou mais do que a equipe e eu esperávamos, não pude ter o meu melhor.”

“Com o meu estilo de pilotagem, muitas vezes consegui superar algumas das deficiências da moto, mas com a lesão estava lutando contra um bloqueio nesse sentido. Foi uma verdadeira pena.”

As coisas também não saíram como o planejado para Oliveira e KTM na primeira metade da temporada. Só depois do GP da Itália em Mugello é que houve uma clara tendência de alta. Lá ele terminou em segundo, depois venceu em Barcelona e teve outro segundo lugar em Sachsenring.

“Meu início de temporada foi ruim. Fiquei mel em muitas corridas”, explica ele.

“Aí, quando de repente fiz pontos, eles ficaram me perguntando sobre o campeonato, mas eu não tinha isso em mente. Depois do início da segunda metade da temporada, parei de olhar a classificação do campeonato”, encerrou o português.

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