Punição foi gerada por infração no pit-stop (Foto: Oélcio Francisco)
Por André Spigariol
Alvo de protestos por parte de outros competidores, a decisão da CBA (Confederação Brasileira de Automobilismo) de revogar a bandeira preta dada à dupla Xandy Negrão/Xandinho Negrão (Lamborghini Gallardo LP600+ #9) na última etapa da Top Series está dando o que falar. Nesta quarta-feira (13), a entidade máxima do esporte a motor nacional se reúne para discutir o caso ocorrido no circuito de Pinhais (PR) no último domingo (10). A dupla foi a segunda colocada na prova.
A punição foi dada pela direção de prova por conta de uma falha no procedimento de pit-stop, explicando que um dos mecânicos da equipe não vestia a indumentária obrigatória para o processo. Depois, os comissários voltaram atrás e decidiram permitir que o carro #9 continuasse na pista.
Quem não gostou nada disso foi a equipe Sttutgart Sportcar/Dener Motorsport. Depois de ver que a Lambo continuava na pista e na cronometragem, o time decidiu, em sinal de protesto, recolher para os boxes o Porsche 911 GT3 RSR da dupla Marcel Visconde/Max Wilson.
“O carro de número 9 foi punido com bandeira preta e não a acatou. Depois de ela ser mostrada, a direção de prova começou a reavaliar se era justa ou não. Para mim não existe isso. Quando um árbitro mostra um cartão vermelho, não há como desfazê-lo. Você já viu isso acontecer no futebol?”, protestou Visconde.
“Nossa saída se deu por causa da nossa decepção com a condução da direção de prova sobre a retirada da punição. Paramos porque não podemos ser coniventes com relação a isso. Hoje pode ser ele, amanhã pode ser outro, e assim fica ruim para todo mundo, para a credibilidade do campeonato”, falou o piloto.
A F1Mania.net procurou a organização da Top Series para receber um esclarecimento a respeito do imbróglio, mas a assessoria de imprensa pediu que os questionamentos fossem direcionados diretamente à CBA. “Essas decisões são responsabilidade exclusiva da entidade e não passam pela categoria”, explicou a assessoria.
Já a CBA respondeu que seria feita uma reunião para avaliar o caso, e que um posicionamento oficial deve ser emitido nesta quarta-feira.
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