João Paulo de Oliveira faz sua segunda temporada

O ano de 2008 vai ser mais uma vez bastante agitado para o brasileiro João Paulo de Oliveira no automobilismo japonês. Após confirmar sua renovação com a Nissan para a disputa da Super GT, principal certame de turismo do Oriente, o piloto anunciou que vai competir pelo segundo ano seguido na Fórmula Nippon, umas das principais categorias de monopostos da Ásia. “Estou satisfeito e contente por estar representando a Kondo Racing novamente no SuperGT e na F-Nippon, pois desenvolvemos uma relação muito boa no ano passado e isso me motivou bastante para esse ano”, assegura o paulista.

Para esta temporada o Campeonato Japonês de Fómula Nippon, o principal torneio de monopostos do Oriente, traz uma série de inovações, com melhorias no carro, algumas rodadas duplas e novos sistemas de classificação e pontuação. A prova inaugural acontece no dia 06 de abril no circuito de Fuji, o mesmo que recebe o GP do Japão de Fórmula 1.

Em sua segunda temporada na categoria João Paulo de Oliveira vai correr novamente pela Kondo Racing. Seu companheiro de equipe agora será o japonês Naoki Yokomizo, que traz ao time a experiência de seu terceiro ano na Fórmula Nippon e um título da Fórmula Toyota. O brasileiro, que compete com o número 4 em seu carro, será um dos sete estrangeiros entre os 20 pilotos que participam do campeonato. No ano passado ele terminou o campeonato na oitava colocação e ganhou o prêmio Japan Professional Sports Top Rookie Award como o melhor estreante em campeonatos de todos os esportes profissionais do país.

A Fórmula Nippon apresenta diversas novidades para a disputa de sua 13ª temporada. A principal delas diz respeito ao treino classificatório. A definição do grid deixa de ter uma sessão de 45 minutos e passa a ser de uma hora com um formato eliminatório e superclassificação, semelhante ao da Fórmula 1. Na primeira sessão são 20 minutos com a participação de todos os competidores, e os 15 mais rápidos avançam ao estágio seguinte. A segunda sessão tem 10 minutos de duração e vê os oito mais rápidos avançarem para a próxima fase. Nesta última etapa, também com 10 minutos, é definida a pole e as sete colocações seguintes. Cada estágio é intercalado com 10 minutos de intervalo. “As novidades trarão maior atenção do publico que vem ao autódromo e acompanha as corridas. Isso é muito bom”, enaltece João Paulo.

Outra mudança é no formato das corridas. Dos oito fins de semana de competição, dois deles (5ª etapa em Suzuka e 6ª etapa em Motegi) serão disputados em sistema de rodada dupla, com as duas corridas no domingo. Para a segunda prova o grid é baseado no resultado da corrida inicial, com a inversão dos oito mais bem colocados. O vencedor parte em 8º, o segundo colocado em 7º e assim sucessivamente. Dessa forma as disputas por posições tendem a crescer. As provas têm duração de 230 a 300 km, exceto as rodadas duplas, que percorrerão distâncias menores. A 7ª etapa em Fuji ainda não tem seu formato definido.

Com a introdução de algumas rodadas duplas a pontuação do campeonato também foi revista. Nas corridas únicas os 10 primeiros pontuam, sendo 15 pontos para o vencedor. Quando houver rodada dupla, os oito primeiros são contemplados na etapa inicial – com 10 pontos para o vencedor – e os cinco mais bem colocados na etapa complementar – 5 pontos para o vitorioso. Dessa forma um piloto pode acumular no máximo 15 pontos por fim de semana. “Esse sistema de pontuação e inversão do grid poderão beneficiar alguns pilotos e acredito que haverá um pouco mais de estratégia durante o fim de semana, porém o objetivo será sempre vencer”, afirma JP.

Uma inovação que deve aumentar as disputas na categoria é a introdução da troca de marchas através de borboletas na parte de trás do volante. Sem precisar mover a mão para acionar o câmbio, a dirigibilidade deve ser melhorada, tornando as disputas por posições mais emocionantes. O carro tem um chassi moderno, semelhante ao da GP2, e é impulsionado por um motor 3.0 V8 aspirado, que atinge potência de até 550 HP. “Tivemos inúmeros problemas com a introdução do câmbio borboleta no shakedown que fizemos, e novamente no primeiro treino coletivo. Portanto, espero que para a primeira corrida tudo esteja corrigido”, espera João Paulo.